Até breve Blitz

Segundo o relatório da Associação Portuguesa de Controlo de Tiragens e Circulação, as vendas do jornal passaram de 7.955 em 2004, para 6.802 em 2005.
Na minha opinião, o jornal semanal português mais "musical" tornou-se inviável a nível financeiro, , por não se ter adaptado ao mercado, abrangendo outras vertentes artísticas para além da música e, por isso não conseguiu suportar a concorrência dos suplementos do Público, do Diário de Notícias e de outros, que trabalham em áreas muito mais abrangentes.
Adquirido em 1992, pelo grupo Impresa (na altura, Controljornal), passou da edição rudimentar a preto e branco, para um novo formato colorido e mais atractivo, dando um salto enorme na sua projecção junto das camadas jovens. Em 1995, nascem os prémios "Blitz", o primeiro concurso do género em Portugal, responsável pela premiação e divulgação de muitas das bandas em voga nos anos vindouros e ainda hoje. Em 2003, o jornal sofre nova remodelação, passando o formato a estar situado entre a revista e o jornal, adaptado à modernidade. Hoje, dia 24 de Abril, o Blitz encerra temporariamente as suas portas.
Apesar de voltar em Junho, grande parte dos jornalistas vão para o desemprego, na medida em que o novo projecto abarca uma redução de custos a nível salarial.
Até breve!
1 Comments:
A Internet abriu muitas portas e janelas. Mas obrigou a encerra outras.
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